No Porta de Estrela online, um forista (Indecisos…) deixou uma bateria de questões deixadas ao candidato do PS. Ooutros estão à espera da resposta e outros ainda pedem as respostas aos outros candidatos. Considero um exercício importante o fazer perguntas e também o dar respostas. Claro que não estou em condições de responder a todas elas, mas deixarei aqui as minhas posições de principio acercas de algumas delas.
A forma articulada como o forista elenca as suas questões, faz crer que ele próprio deve ter uma opinião sobre a verdadeira política de Turismo. A minha posição sobre este assunto é a de um não especialista, mas sinto coisas que devem acontecer e coisas que não devem acontecer. Não desejo um turismo de massas, uma algarvização da Serra da Estrela, ainda que isso fosse economicamente tentador. Essa opção pode gerar um ritmo de destruição proporcional aos fluxos de utilizadores. Não alinho, portanto, nas grandes unidades hoteleiras. Penso que o POPNSE recentemente aprovado indica direcções que são correctas, não por serem lei, mas por suportarem a sustentabilidade. Quanto aos benefícios fiscais à fixação de empresas, uma questão de princípio é que é fundamental a procura de empresas em aéreas que promovam o regresso dos nossos jovens que procuraram outras terras para prosseguir a sua formação. Não esperamos que um engenheiro informático regresse para uma linha de sapatos ou de confecção ou para um call-center. As grandes empresas que se instalam só por uma questão de baixos preços de mão de obra não merecem ser acarinhadas por conforme vêm também vão. As associações são peças do DNA de qualquer comunidade. Os apoios devem ser os adequados ao seu papel. Não podem ser sorvedouros de recursos, com apoios cegos e na base de tratamento igualitário. As associações talvez devam ser classificadas criterialmente. Por exemplo, se uma associação desportiva faz formação deve merecer mais apoios do que aquelas que se dedicam apenas a representação. Uma associação que queira dedicar-se a interesses de inovação deve merecer mais apoios do que as convencionais. Em qualquer caso, deve haver evidências de desempenho. A questão das águas para mim não é uma questão clara e é evidente que os actuais autarcas saberão que águas estamos a beber. A minha posição é de militância a favor de serviços públicos fundamentais não serem privatizados nem privatizáveis. O desenho que se está a esboçar em relação às águas de Seia e de outros concelhos configura uma golpada sobre o bem público. A água é um dos bens que em breve se tornarão mais escassos e prepara-se o ataque dos privados sobre o seu controle. As Águas de Portugal, onde se pretende integrar as Água do Zêzere e Côa, estão a prepara-se para a privatização e o nosso petróleo prepara-se para passar para mãos privadas. A gestão das Águas passará a governar mais uma centena daqueles gestores de alto gabarito como os que nos conduziram para a crise que vivemos. O Estado não é fatalmente um mau gestor. Prepara-se a criação de uma GALP privada para as águas. Depois o preço da água será o mesmo regabofe que se assiste em torno dos combustíveis. Quanto aos preços actuais, só o candidato do PS pode dizer se a Câmara continua a ter alguma força na definição dos preços. A água é um dos nossos petróleos. Ela é uma da razões que me levam a pensar que a transparência, a participação das pessoas e autarcas que oiçam e que respeitam o eleitor são essenciais para nos protegermos e não permitirmos que alguém faça o papel de útil inocente. Quando as coisas se decidem por menos de meia-dúzia de pessoas, vale tudo. O mexilhão pagará a factura.
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